Telemóveis agitam o cérebro

Segundo um professor da Universidade de Illinois, os telemóveis provocam, de facto, reacções no cérebro. Falta saber se prejudicam ou se estimulam as ondas cerebrais.

É um tema que tem sido amplamento debatido, sobretudo por causa da falta de informação médica concreta dos efeitos reais das emissões RF no cérebro. Até se saber ao certo o que realmente fazem esta ondas, vai ser uma luta entre defesas do consumidor e fabricantes e operadores. Entretanto, o telemóvel enraizou-se de tal forma, que já pássamos o ponto sem retorno.

Para Alan Preece, chefe de equipa de Biofísica, no Centro de Oncologia de Bristol já era tempo de se aceitar o facto dos telemóveis provocarem reacções no cérebro. Existem já seis estudos que demonstra que o tempo de resposta de um ser humano é aumentado de cada vez que é exposto às ondas emitidas pelos telemóveis. Ou seja, essa capacidade é melhorada através da libertação de proteínas produzidas, quando um indivíduo se encontra num determinado estado de stress. Geralmente libertadas com quando o comportamento se encontra em altas temperaturas.

O pior é que essas protéinas também são libertadas em reacção às emissões de RF. A mesma ideia foi apresentada por James Lin, professor de Bioengenharia e Engenharia Eléctrica da Universidade de Illinois, que disse não haver dúvidas quanto à existência de reacções biológicas do cérebro aos telemóveis.

Agora, é preciso trabalhar para avaliar que tipo de reacções são estas, se prejudiciais para o cérebro ou se o estímulo provocado pode melhorar os desempenhos dessa parte do corpo humano que ainda é um mistério para o Homem.