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Telemóveis e cancro: nova acção judicial nos EUA

Um neurologista afectado por um tumor cerebral acusa várias operadoras e fabricantes de não informarem os consumidores.

Um médico norte-americano processou várias empresas de telecomunicações, alegando que o uso de telemóveis lhe provocou um tumor no cérebro. Christopher Newman, neurologista no estado de Maryland, entregou em tribunal na semana passada um processo judicial no qual  reclama indemnizações na ordem dos 800 milhões de dólares (176 milhões de contos). As companhias visadas nesta acção incluem, entre outras, a Motorola e a Bell Atlantic e organizações como a CTIA (Celular Telecommunications Industry Association). Newman acusa as empresas e organizações de não informarem os consumidores da produção de elevados níveis de radiação por parte dos telemóveis, que alegadamente podem causar cancro e outros efeitos adversos.

Nenhum estudo até agora provou uma relação causa-efeito entre a utilização dos telemóveis e problemas de saúde, apesar das autoridades alertarem os consumidores para que tomem alguns cuidados na utilização deste aparelho. Entre os conselhos dados aos utilizadores incluem-se a limitação do tempo da sua utilização ou do uso de auriculares e sistemas de mãos-livres que evitam a proximidade do telemóvel com o crânio.