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Telemóveis: Qual será o nível de protector a usar?

A indústria norte-americana de telemóveis será obrigada a revelar qual a quantidade de radiações emitida por cada modelo, após uma mudança de política do organismo que certifica cada fabricante.

Os níveis de radiação emitidos pelos telemóveis irão passar a ser revelados pelos fabricantes, nos Estados Unidos. A CTIA (Cellular Telecommunications Industry Association), uma organização que engloba as principais empresas norte-americanas do sector, anunciou ontem que irá passar a requerer aos seus membros que divulgem os dados sobre a quantidade de radiação emitida por cada telemóvel. Esta medida representa uma mudança radical da política da CTIA sobre radiação, apesar da indústria continuar a afirmar que todos os telemóveis vendidos no mercado norte-americano cumprem a legislação em vigor e são seguros. A partir de um de Agosto, os requerimentos da CTIA,  para a certificação de empresas de telemóveis  nos Estados Unidos, irão exigir que cada fabricante revele os dados sobre os níveis de radiação dos seus aparelhos.
Esta informação deverá começar a chegar aos consumidores dentro de três a seis meses, estando inserida dentro os manuais de utilização e incluindo uma comparação entre os níveis emitidos por vários modelos. Anteriormente, a CTIA defendia que a publicação desses dados levaria apenas a “um concurso de beleza sem sentido” e que iriam confundir o público. Esta mudança de atitude ocorreu como resultado da pressão dos consumidores em que estes dados fossem revelados.

Nos Estados Unidos, o nível máximo de radiação permitido nos telemóveis fixado pela Comissão Federal de Telecomunicações é de 1,6 watt por quilograma sobre uma grama de tecido. Na Europa, este valor é de dois watt/quilograma sobre 10 gramas de tecido.

Os consumidores vão poder, assim, comparar os níveis de “radiação específica absorvida” dos diferentes modelos de telemóveis.

Segundo fontes industriais, estes elementos não poderão ser interpretados como informação indicadora de que um determinado aparelho é mais ou menos nocivo relativamente a outro, uma vez que os valores apresentados, obtidos em laboratório, podem apresentar grandes variações em função de diversos factores.

Esta nova política pode proteger ainda os fabricantes de telemóveis contra eventuais perseguições da justiça por causa de possíveis dissimulações dos perigos do produto, à semelhança do que aconteceu com as queixas contra a indústria tabaqueira.