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Telemóvel aumenta risco de tumor no cérebro – revelam cientistas

A utilização do telemóvel pode favorecer o desenvolvimento de tumores no cérebro, refere um documentário que a BBC-Televisão vai emitir hoje baseando-se em dois novos estudos científicos.

«Londres, 24 Mai (Lusa) – A utilização do telemóvel pode favorecer o desenvolvimento de tumores no cérebro, refere um documentário que a BBC-Televisão vai emitir hoje baseando-se em dois novos estudos científicos. Um dos estudos, realizado pelo especialista sueco em cancro Lennart Hardell, conclui que o risco de tumor no cérebro aumenta duas vezes e meia no caso de utilizadores de telefone portátil. O cientista solicita aos fabricantes que produzam aparelhos com baixo nível de radiação. “É preciso que utilizemos telemóveis com baixo nível de radiação. Devemos igualmente ser prudentes quanto à utilização dos telemóveis por crianças e jovens, afirma o especialista no documentário que é transmitido hoje pelo programa da BBC-Televiso “Panorama”. A estação de televisão britânica vai citar um segundo estudo efectuado nos Estados Unidos e cujos resultados nunca foram publicados. Este documento revela igualmente um aumento de risco de desenvolvimento de um tumor cerebral raro nos utilizadores de telemóveis. O responsável pela unidade de investigação implementada pelos fabricantes norte-americanos de telemóveis admitiu preocupação. “Temos resultados que sugerem claramente poder haver qualquer coisa de mais grave do que pensávamos”, disse à BBC. Um terceiro estudo efectuado na Universidade de Bristol (Reino Unido) numa amostra de 36 adultos expostos durante 20 a 30 minutos a radiações revela que a capacidade das “cobaias” para fazer opções (uma função comandada pelo cortex visual) encontrava-se alterada em consequência da exposição. O telemóvel é o grande sucesso comercial mundial do final do século. As vendas em 1998 totalizaram 162,9 milhões de aparelhos. A Europa ocidental foi o primeiro mercado deste produto, representando 32,5 por cento das vendas, à frente dos Estados Unidos com 17,1 por cento e do Japão com 16,5 por cento.»