Telemóvel que detecta bombas

O laboratório norte-americano Lawrence Livermore deu início a uma pesquisa para desenvolver um telemóvel que consiga detectar bombas de fragmentação.

Em processo de desenvolvimento há já seis meses, o referido laboratório está a basear o seu RadNet (denominação dada à tecnologia associada) numa pequena unidade de detecção que aumenta as funcionalidades não só de um telemóvel mas também de um sensor de radiação, de um PDA de um qualquer ponto de acesso à Internet ou de um dispositivo GPS.

O pequeno detector serve-se do aparelho em que for instalado, apenas como veículo de transmissão de informação a uma base de dados central, onde será tratado e armazenado todo o material recebido sobre a possível localização do engenho clandestino nuclear ou de qualquer espécie de dispositivo desta natureza.

E neste capítulo, as características de um telemóvel surgem como as ideais para servir de hospedeiro a uma unidade de processamento de informação como esta: são pequenos, leves, fáceis de trabalhar, gastam pouca energia e podem ser dotados com processadores suficientemente capazes de conseguir, inclusivé, distinguir todo o tipo de materiais radioactivos, desde máquinas médicas a fontes industriais ou materiais de bomba de fragmentação.

Este tipo de telemóveis poderá ser distribuído não só por polícias, mas também por bombeiros e pelas restantes empresas de serviço público, sendo que os protótipos estão prontos dentro de alguns meses. O laboratório Lawrence Livermore foi fundado em 1952 e tem como missão zelar pela segurança nacional servindo-se dos mais avançados engenhos tecnológicos e científicos, que os próprios peritos desenvolvem.