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TIM ultrapassa a Vivo

Previsões do sector brasileiro para 2007.

«Mantidas as tendências actuais, a TIM deverá aproximar-se da Vivo em 2006 e passar a disputar a primeira colocação em 2007», refere o estudo divulgado no site brasileiro Teleco, especializado em telecomunicações.

O estudo “TIM X Vivo: Quem vai levar a melhor?” refere que o número de utilizadores da TIM registou, no ano passado, um aumento duas vezes superior ao da Vivo. Actualmente, a TIM detém 20,171 milhões de utilizadores, enquanto a joint-venture entre a Portugal Telecom e a Telefónica Móviles no Brasil detém 29,804 milhões de utilizadores.

O estudo realça, entretanto, que a TIM «disputa um mercado maior, 82% da população do Brasil, por estar presente em todos os estados brasileiros». A Vivo, por seu turno, não opera em sete estados brasileiros, entre eles Minas Gerais, com a terceira maior população brasileira, e outros seis estados na região Nordeste do Brasil.

A receita média mensal por utilizador (ARPU) e os minutos de conversação mensais por utilizador (MOU) da TIM foram superiores aos da Vivo. A TIM aumentou a sua margem EBITDA de 9,6% em 2004 para 18,2% em 2005, enquanto a Vivo apresentou redução na margem EBITDA, de 33,4% para 26,8%, no período em análise.

«Ambos os operadores apresentaram prejuízo em 2005 e fizeram investimentos superiores a dois mil milhões de reais (770 milhões de euros)», salienta o estudo. Vivo e TIM apresentaram em 2005 receitas semelhantes com venda de telemóveis, mas o custo dos produtos vendidos pelo operador luso-espanhol foi 40% maior.

«Estes números confirmam que os telemóveis CDMA (tecnologia adoptada pela Vivo) apresentam um custo maior do que o dos de tecnologia GSM (tecnologia adoptada pela TIM), por terem uma escala menor a nível mundial», afirma.

A conclusão do estudo é de que a TIM cresce mais rapidamente e regista uma receita maior por utilizador, enquanto a maior rentabilidade da Vivo está a cair. «As principais desvantagens da Vivo nesta disputa são a falta de uma cobertura nacional e o custo dos aparelhos CDMA», conclui.