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TV Digital: Um meio para dinamizar conteúdos e combater infoexclusão

A televisão digital terrestre vai permitir uma melhor gestão dos recursos tecnológicos, reduzir as desigualdades no acesso à sociedade de informação e estimular a produção de conteúdos.

«Lisboa, 17 Fev (Lusa) – A televisão digital terrestre vai permitir uma melhor gestão dos recursos tecnológicos, reduzir as desigualdades no acesso à sociedade de informação e estimular a produção de conteúdos, afirmou hoje o Presidente da República Jorge Sampaio. As afirmações foram proferidas na sessão de abertura da Conferência sobre Televisão Digital Terrestre, a decorrer quinta e sexta-feira em Lisboa, organizada pelo Instituto de Comunicações de Portugal e pelo Instituto da Comunicação Social, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia. O ministro do Equipamento Social, Jorge Coelho, comprometeu-se, em nome do Governo, a que sejam definidas em breve as normas reguladoras do concurso público para a exploração da plataforma digital terrestre, de forma a que as emissões em Portugal arranquem, “o mais tardar”, no início de 2002. “A implementação da televisão digital terrestre tem de ser uma prioridade da União Europeia”, sublinhou Coelho, realçando que a Presidência Portuguesa atribui a esta nova forma de televisão “vital importância para o renascimento de uma indústria audiovisual europeia forte e competitiva”. Admitindo que a produção nacional de conteúdos ainda é insuficiente, o ministro do Equipamento Social considerou essencial “incentivar a qualidade e criatividade dos autores portugueses”. O ministro afirmou ainda que “só de forma concertada será possível uma sociedade de informação de acesso universal e impedir a infoexclusão”. Esta ideia foi aliás corroborada pelo discurso de Jorge Sampaio, que manifestou o desejo de que a inovação tecnológica possa ter “um papel de motor económico e consolidação da cidadania europeia”. A necessidade de encontrar formas de financiamento alternativas para a televisão digital terrestre parece ser consensual. “O motor de arranque da televisão digital terrestre tem de ser a pay-TV”, afirmou Nicholas Argyris, representante de Erkki Liikanen, Comissário Europeu das Empresas e Sociedade de Informação, explicando que é por se basear em modalidades televisivas pagas que a televisão digital por cabo e satélite se tem vindo a desenvolver mais rapidamente. “A nova economia audiovisual já nasceu, a questão não é saber se a televisão digital terrestre se irá implementar, mas quando e em que condições”, sublinhou Jean-Michel Baer, responsável pela Política do Audiovisual na Comissão Europeia. “A sociedade de informação representa já 15 por cento do produto interno bruto da União Europeia e é responsável pela criação de um em cada quatro novos empregos”, afirmou Argyris. O ministro Jorge Coelho comprometeu-se a levar as conclusões da Conferência de Lisboa ao Conselho das Telecomunicações da União Europeia, a realizar, em Bruxelas, a 2 de Maio.»