Skip to main content

Um em cada dois portugueses tem telemóvel

O número de assinantes de telemóveis ultrapassou no primeiro trimestre de 2000 os 5 milhões, uma taxa de penetração consideravelmente superior à média da União Europeia.

Na conferência de comemoração do Dia Mundial das Telecomunicações, dedicada às telecomunicações móveis e organizada pelo ICP(Instituto de Comunicações de Portugal) e pelo Ministério do Equipamento Social, o Presidente do ICP, Luis Nazaré, fez uma análise geral do sector das telecomunicações no nosso país. No serviço móvel terrestre, o número de assinantes ultrapassou no primeiro trimestre de 2000 a linha dos 5 milhões, o que quer dizer que um em cada dois portugueses é assinante de um serviço móvel terrestre de telecomunicações, uma taxa consideravelmente superior à média da União Europeia. Para além disso, pelo menos 400 mil destes assinantes foram atraídos nos últimos 4 a 5 meses. A comparar, a taxa portuguesa de penetração do mercado é de 49,4%, enquanto que a taxa europeia é apenas de 39,8%. Com uma taxa de penetração quase igual ou superior a Portugal na UE só a Dinamarca, a Áustria, a Itália, a Suécia e, claro, a Finlândia. Quanto ao tráfego, houve um crescimento de 74% do número das chamadas de 1998 para 1999, e hoje o tempo médio de conversação por chamada é quase 3 minutos. Em 1999, fizeram-se quase 4 milhões de chamadas/dia por telemóveis em Portugal. Segundo Luis Nazaré, este sector representa hoje cerca de 800 milhões de contos anuais em crescimento sustentado, dos quais 300 milhões representam o sub-sector das telecomunicações móveis. Em 1999, as telecomunicações representaram já cerca de 4,5% do PIB português, e com tendência a aumentar. O grande impulso surgiu em 1995 e desde aí, o sector permanece em estado de graça. Relativamente ao emprego, a mão-de-obra do sector estabilizou entre os 20 e os 25 mil efectivos. Quanto à Internet, o ICP estima existirem neste momento cerca de 475 mil assinantes, para 22 900 servidores. Estes números estão em franca expansão e tem-se notado uma harmonização crescente da localização dos POP’s, com Lisboa a deter um pouco menos de POP’s que em 1997(mas mais que em 1998) e o resto do país a aumentar progressivamente. Bruno Martins Soares