UMTS ministerialmente adiado

O ministro da Economia, com base num parecer da Anacom, concedeu o adiamento do UMTS português por mais um ano.

Em despacho do passado dia 30 de Dezembro, o ministro da Economia – cuja área de trabalho abrange as telecomunicações – decidiu autorizar o prolongamento da data limite do lançamento do UMTS português, para dia 31 de Dezembro deste novo ano. Segundo adiamento há muito esperado, mas que só à entrada do último mês de 2001 começou por ser largamento comentado na imprensa nacional.

Já era sabido que as operadoras tudo estavam a fazer para que tal viesse a acontecer, à semelhança do que se passa nos restantes países da Europa. Com excepção, apenas, naqueles onde a nipónica NTT DoCoMo decidiu implementar o seu sistema i-mode (Alemanha, Holanda e Bélgica).

Segundo uma nota do referido ministério, o responsável pela pasta decidiu seguir a recomendação levada a cabo pela Anacom, que alegou uma efectiva indisponibilidade dos equipamentos e consequente interoperabilidade das, passe o pleonasmo, operadoras, como justificação para a prorrogação do prazo de lançamento comercial do UMTS.

Ou seja, as operadores sugeriram, diga-se em tom de ultimato, e a Anacom não teve outro remédio senão concordar. Que por sua vez comunicou ao ministério, que também não teve outra alternativa senão passar a despacho do que não havia dúvidas no último trimestre: UMTS em 2003, só no fim do ano. Se assim os fabricantes o desejarem…