Vodafone financia livros para deficientes

Parceria com a Porto Editora e o Ministério da Educação.

A solução, que alia a voz gravada de locutores a textos e imagens digitalizados, permite que o acesso ao ensino dos alunos com problemas de visão se processe de modo idêntico ao dos outros alunos, em termos de tempo e de abordagem do currículo escolar.

O sistema possibilita, também, a pesquisa por capítulos, palavras chave ou outras referências, assim como a criação de marcas de leitura para posterior pesquisa ou consulta. Além disso, potencia a partilha e a exploração simultânea de conteúdos, em situação de aula ou em contexto familiar.

A novidade utiliza o formato multimédia Daisy, através do programa de leitura de livros falados EaseReader. Este formato faculta, não só a audição da voz através da placa de som do computador, como a leitura do texto em caracteres ampliados para alunos com baixa visão. Inclui, ainda, a tradução completa para português de todo o software, designadamente o programa de instalação, ficheiros de prompt, entre outros.

O Ministério da Educação selecciona, adapta e produz os manuais, mediante os pedidos dos alunos e escolas, enquanto a Porto Editora cede gratuitamente os textos correspondentes em formato digital. A Fundação Vodafone Portugal, por seu lado, financia totalmente o trabalho de produção dos manuais, investindo 100 mil euros neste projecto.

A parceria permitirá produzir 30 matrizes de manuais que serão doados aos alunos, cegos ou com baixa visão, que os solicitarem, desde que ligados a estabelecimentos de ensino reconhecidos pelo Ministério da Educação.