Vodafone: um americano a governar em Inglaterra

O problema da sucessão de Sir Christopher Gent está resolvido. Arun Sarin será um norte-americano a  mandar em Inglaterra.

O percurso profissional de Arun Sarin, que começou com um MBA 78 pela universidade californiana de Berckeley, é quase todo feito na área das telecomunicações, com uma pequena variante quando assumiu o cargo de CEO da InfoSpace Inc., simplesmente a empresa líder mundial de infra-estruturas de Internet. Curiosamente, abandonou as suas funções, também, de CEO para as regiões dos EUA e Ásia Pacífico na subsidiária da Vodafone, AirTouch, para tentar a sua sorte pela Internet.

Mas foi nas telecomunicações que se afirmou como gestor de grande nível, uma vez que aos 35 anos foi o administrador mais novo na Pacific Telesis Group., contando igualmente com a experiência adquirida na Pacific Bell em inúmeros cargos, desde CFO (Chief Financial Officer) até director-geral e vice-presidente.

Ou seja, não será pelo currículo que Sarin poderá falhar nos objectivos que lhe serão exigidos. No entanto, a tarefa está longe de ser fácil para Sarin, sobretudo pelas várias frentes de batalha  em que a Vodafone está mergulhada. O arrojo empresarial que é reconhecido aos norte-americanos poderá ser uma mais-valia para este gestor nativo da Índia. Aliás, um indiano, com educação e formação norte-americana e comandar o colosso britânico das telecomunicações móveis é, no mínimo, curioso.

Arun Sarin irá receber um salário anual de 1.716 milhões de euros, para além dos incentivos que já Sir Christopher Gent auferia e que lhe irão render, no final deste ano, qualquer coisa como mais 6.1 milhões de euros em acções da empresa. Um bónus cujos resultados valeram uma chuva de críticas de uma boa parte dos accionistas da Vodafone.