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Os wearables mais promissores de 2025

Anéis inteligentes, óculos com IA, relógios mais independentes do smartphone: 2025 é o ano em que os wearables deixam de ser apêndices curiosos e começam a disputar protagonismo com o telemóvel. O panorama combina novos formatos (anéis e óculos) e velhos conhecidos com poderes novos (smartwatches com IA e conectividade mais rica). Abaixo, o que […]

Anéis inteligentes, óculos com IA, relógios mais independentes do smartphone: 2025 é o ano em que os wearables deixam de ser apêndices curiosos e começam a disputar protagonismo com o telemóvel. O panorama combina novos formatos (anéis e óculos) e velhos conhecidos com poderes novos (smartwatches com IA e conectividade mais rica). Abaixo, o que vale acompanhar e porquê.

Samsung Galaxy Ring: o anel que quer ser seu novo wearable principal

A Samsung estreou o Galaxy Ring, um anel de titânio que embala monitorização de sono, frequência cardíaca, energia diária (Energy Score) e integração nativa com o Samsung Health, com preço inicial a partir de US$399,99. Sem ecrã, sem distrações, mas com dados úteis e autonomia de vários dias: a ambição é virar o wearable “sempre no corpo” para quem não quer um relógio 24/7. O foco está na saúde e no descanso, com insights suportados por Galaxy AI.

Oura Ring 4: maturidade e tração real de mercado

A Oura consolidou o anel inteligente como categoria, e o Oura Ring 4 lapida o que já fazia bem: sensores mais precisos, interior “flat” que melhora o conforto e novas leituras orientadas a saúde feminina (p. ex., check-ins para perimenopausa). A prova de que não é moda passageira está nos números: mais de 5,5 milhões de anéis vendidos e forte aceleração de 2024 para cá, com receita projetada acima de US$1B até o fim de 2025.

Para quem busca alternativa mais em conta, o Amazfit Helio Ring ganhou reviews positivos pela relação preço/funcionalidade (sem assinatura obrigatória), ainda que com limitações de bateria e modos de treino. É um “porta de entrada” competente no formato anel.

Meta Ray-Ban Display e a segunda vaga dos óculos com IA

Os óculos com câmara e microfones deram um salto: a Meta apresentou os Ray-Ban Display, com um pequeno ecrã nas lentes para notificações e guias contextuais, além de novos modelos (Ray-Ban Gen 2 e Oakley Meta Vanguard). O lançamento dos óculos com display está marcado para 30 de setembro de 2025, acompanhado de lojas pop-up para demos. A tese: colocar a IA “no olhar”, sem tirar o telemóvel do bolso. Sim, nem todo demo correu perfeito no Connect 2025 — e é bom manter o ceticismo —, mas a direção é clara: tornar o wearable “invisível” e sempre disponível.

Apple Watch em modo “saúde séria”

A Apple expandiu o Series 10 com o maior ecrã até aqui e, mais importante, obteve autorização da FDA para a funcionalidade de hipertensão (notificações baseadas em fotopletismografia, sem braçadeira). O recurso chega a uma gama de modelos (Series 9, 10, 11 e Ultra 2/3) e lança o relógio numa liga diferente: triagem de risco em larga escala, do pulso para o mundo real. É a tradução do “relógio de fitness” para um dispositivo de saúde preventivo — com implicações enormes para adesão e utilidade diária.

Pixel Watch 3: IA útil no pulso, não só frases feitas

A Google vem afinando a proposta: Gemini no relógio, Recorder que transcreve notas de voz diretamente no pulso, e integração com ecossistema Pixel (inclusive controlo de Google TV).

A diferença em 2025 é a utilidade concreta: IA que entende contexto e transforma voz em texto pesquisável, sugestões alinhadas ao seu histórico e um Fitbit mais inteligente a partir dos seus dados. É menos “gadget simpático” e mais assistente pessoal portátil.

Garmin Fenix 8 Pro: autonomia, microLED e… ligação sem o telemóvel (até certo ponto)

A Garmin trouxe o Fenix 8 Pro com ligações via LTE-M e mensagens satelitais através do inReach, além de uma variante MicroLED com brilho recorde e ecrã superlegível a céu aberto.

Não é um smartwatch “telefónico” clássico — não espere chamadas de voz tradicionais —, mas é um salto para quem vive outdoor e quer segurança e conectividade onde a rede some. Chega com assinatura mensal para os serviços conectados e autonomia que continua a ser referência. 

WHOOP 5.0: para quem treina a sério (e quer dados, não distração)

A nova geração do WHOOP 5.0 mantém a filosofia “sem ecrã” e reforça sensores, haptics e conectividade, com mais de 14 dias de bateria. É um wearable para quem mede recuperação e carga de treino a sério — o oposto da distração. Continua exigindo assinatura para destravar o valor total, mas, para o público de alto desempenho, é um dashboard fisiológico sempre ligado.

Tendências que valem o seu dinheiro em 2025

1) O anel como wearable “primário”

Para sono, prontidão e sinais vitais de base, o form factor anel mostra excelente compromisso entre conforto e dados. O Galaxy Ring leva esse formato ao mainstream Samsung; o Oura mantém profundidade e maturidade; o Amazfit democratiza. O efeito colateral é desejável: menos “telas no pulso”, mais adesão contínua.

2) Óculos com IA: utilidade antes do “uau”

A segunda vaga dos óculos da Meta coloca um display discreto e funções de assistência visuais no caminho do dia a dia. Demos falham, é verdade, mas a convergência entre visão, voz e contexto está a um passo de vingar, sobretudo em tarefas de micro-consulta — navegação, tradução, tutoriais curtos, “o que estou a ver?”.

3) Smartwatches mais “médicos” e mais independentes

Apple investe em features reguladas (hipertensão); Garmin insiste em independência real (LTE/satélite) para quem está longe do telemóvel e da rede; Google empurra a IA útil no pulso. Tudo aponta para relógios que somam valor mesmo quando o smartphone está fora de cena. 

4) IA ubíqua, mas com propósito

O ruído de “IA para tudo” só vale quando resolve fricções micro: transcrever ideias na corrida, sugerir treino conforme sua prontidão, prevenir risco de saúde silencioso. Em 2025, os wearables promissores são os que fazem menos barulho e mais trabalho.

Como escolher o seu wearable em 2025 (sem drama)

  • Defina o uso principal: sono/recuperação? (olhe para os anéis). Treino/outdoor com segurança? (Garmin). Assistente geral no pulso? (Pixel Watch/Apple Watch). Discrição + assistência hands-free? (óculos Meta).
  • Considere o ecossistema: Android/Samsung Health, Apple Health, Fitbit/Google — a integração muda a experiência (widgets, partilha de dados, automações).
  • Olhe para autonomia e custo total: bateria de dias conta mais do que parece; assinaturas (WHOOP, inReach) pesam no fim do mês.
  • Dê prioridade ao que é aprovado/validado: recursos com aprovação regulatória (p. ex., hipertensão no Apple Watch) valem ouro na saúde. 

Em suma: 2025 não é só “mais do mesmo com IA”. É o ano em que os wearables começam a substituir hábitos — dormir melhor sem esforço, treinar com segurança, registar ideias no momento, receber ajuda discreta no olhar. Se a tecnologia boa é a que desaparece, os melhores wearables de 2025 estão justamente a fazer isso: trabalhar sem pedir atenção.