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Congresso da APDC sem Sonaecom

Evento decorre entre hoje e 5ª feira em Lisboa.

O evento, organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), começou hoje no Centro de Congressos de Lisboa (Junqueira) e prolonga-se até à próxima quinta-feira, contando com a presença e participação de reponsáveis políticos nacionais e europeus, bem como de empresas e operadores do sector em Portugal e no estrageiro.

No entanto, a holding da Sonae para o sector das comunicações está ausente pela primeira vez e justifica a atitude porque «ao longo dos últimos anos, a Sonaecom tem vindo a desafiar a APDC para a realização de um debate sério sobre a questão de saber se é possível atingir uma situação de sã concorrência e de desenvolvimento equilibrado no sector das telecomunicações fixas sem a introdução de medidas de natureza estrutural».

Ora, nesta 15ª edição do evento, «não só um tal tema se encontra, mais uma vez, ausente do congresso, como inclusivamente os textos com que este é apresentado desvalorizam programaticamente a importância da concorrência e da regulação sectorial», apontou fonte da empresa.

A Sonaecom criticou ainda o que chama de «preponderância injustificável de figuras vinculadas a um só operador, particularmente na presidência e na moderação dos painéis mais sensíveis, bem como a ausência de qualquer prévia concertação ou diálogo sobre a configuração do congresso».

«Nestas condições, a Sonaecom considera que a sua participação, ainda que crítica e sob reserva, significaria sempre uma contemporização acomodada com um estado de coisas que deve urgentemente ser alterado». A Sonaecom espera «um dia, poder voltar a sentir-se de novo representada pela APDC, quando forem respeitados os equilíbrios mínimos que julga deverem corresponder a uma associação com estas características e estes objectivos».

A APDC afirmou à Lusa «constatar com estranheza e estupefacção» as razões adiantadas pela Sonaecom para a sua ausência no congresso. «O Congresso da APDC é um amplo fórum de debate que, desde sempre, tem mantido a tradição de se afirmar como palco privilegiado de discussão animada, troca de ideias e reflexão do sector nos seus mais variados cambiantes, como todos os seus participantes têm testemunhado ao longo dos anos», defendeu a associação.

Assim, a APDC considera que o programa do 15º Congresso «abrange, de forma completa, as principais questões do sector, sobre elas lançando uma nova luz, quer a nível nacional quer internacional, reunindo as mais altas individualidades portuguesas e estrangeiras e, assim, diversas e múltiplas perspectivas e opiniões».