SonyEricsson V800

Vencedor do galardão para o melhor terminal 3G nos GSM Association 2005 Awards, este SonyEricsson integra em exclusivo a oferta Vodafone…

Sony Ericsson V800

CARACTERÍSTICAS
Ecrãs : Principal: resolução de 176×220 pixéis a 262 mil cores (até 7 linhas de texto). Secundário (externo): 101×80 pixéis a 65 mil cores
Dimensões : 102 x 49 x 23.6 mm, 128 gramas.
Câmara : Resolução de 1.3 megapixéis (1280×960). Com led tipo flash. Rotativa.
Multimédia: Polifónico a 72 tons. Lê áudio mp3 e vídeo MPEG4 com o leitor incluído. Java MIDP 2. Videochamada.
Messaging : WAP 2.0, WAP Push, SMS, EMS.
Conectividade: Bluetooth, infra-vermelhos e cabo USB incluídos.
Redes : Tribanda GSM (900/1800/1900) com GPRS (classe 10) + UTMS (3G).
Memória: 7 MB de memória própria + cartão Memory Stick removível (incluído: 32 MB)
Bateria : BST-33 900 mAh. Reclama até 240 horas em espera e 10 horas em conversação (1.5 em videochamada).

O melhor: Câmara, conectividade, teclado amplo, acesso à Internet como modem a 384 KB em 3G.
O pior: O volume. Podia ter mais memória (7 MB internos e o cartão incluído é de apenas 32 MB).
Conclusão: Um terminal definitivamente no Top 3 para a 3G, com uma relação qualidade/preço competitiva ainda que, abstraindo a vídeochamada e a largura de banda, outros terminais SonyEricsson rivalizem com vantagem (séries P e S).

Modelo especialmente adaptado pela SonyEricsson às necessidades de – e em função da pareceria com – o operador global Vodafone, em cuja oferta está exclusivamente integrado, o SonyEricsson V800 granjeou ao fabricante o galardão para o melhor terminal 3G nos GSM Association 2005 Awards, atribuídos em Cannes, no passado mês de Fevereiro. Sucede ao Z1010 (ver o review respectivo na secção críticas do Telemoveis.com), com redução da dimensão e um conjunto de alterações (por ex., a câmara rotativa com maior resolução) que o tornaram mais convidativo. Nos próximos parágrafos procuraremos aquilatar até que ponto a distinção se justificou.

Sony Ericsson V800

Desenho & Ergonomia

Se alguma coisa distinguia o Z1010, terminal pioneiro de terceira geração, era o manifesto desajeito do seu volume. Desde que foi lançado, há bem mais de um ano, o mercado 3G amadureceu, a concorrência diversificou-se, e progressivamente impôs-se uma tendência natural para os modelos mais maneiros. Abatendo cerca de sete milímetros na espessura e seis na largura, a SonyEricsson não pôde deixar de acolher esta mesma tendência no seu «novo» V800 (em contrapartida, porém, registe-se, com um acréscimo de 3mm no comprimento).

O V800 (bem como o seu clone, o Z800i, anunciado para breve e solto da personalização a qualquer operador), não deixa, porém, de continuar a ser um terminal grande pelos padrões a que a «segunda geração» já nos tinha habituado.

Dito isto, a contrapartida do volume, para mais num clamshell, é sempre a superior facilidade de operação, com teclados espaçosos, uma interface arejada e um TFT bem dimensionado ( 176×220 pixéis em 3,5 por 4,5 cm, capazes de reproduzirem 262 mil cores).

Quanto ao design, a opção pelo predomínio do plástico negro e liso, sempre sóbrio, não deixa a nosso ver de ser preterível ao cinzento prateado – com estrias – do anunciado Z800i.

A inclusão de uma câmara rotativa, orientável com o polegar, embutida na dobra, justifica a espessura desta (aprox. 1,7 cm de diâmetro), coroando assim com um «cilindro» proeminente um modelo de outra forma rectangular onde predominam os cantos «vivos» e angulosos.

Em suma: o V800 ganha, quando aberto, em arejo, aquilo que perde quando fechado, como impressão de coisa «pesada».

Exteriormente, um pequeno TFT adicional (capaz de 65 mil cores) transmite, mercê da orientação atípica (é mais comprido no sentido da altura do que no da largura), uma impressão errónea de diminuta dimensão. Na realidade, com 101×80 pixéis (aprox. 1,7 por 2,1 cm) está dentro do que seria de esperar, sendo a sua capacidade de resumir a informação essencial particularmente boa (para além da informação sobre o estado da rede, mostra, quando activo por um dos botões laterais, os compromissos que o utilizador tem em agenda para o dia, assim como fornece indicação sobre a quantidade de memória livre).

Sob o TFT externo (na realidade na mesma moldura prateada que o enquadra) existe um Led que emite uma luz de presença, em tom verde e, imediatamente mais abaixo, um altifalante. A colocação deste último, se é feliz quando se manuseia o telefone fechado, em alta-voz, ou para a mera audição dos toques de chamada, tem o lado negativo de, por exemplo, quando se está a ver um vídeo no ecrã externo, com o terminal aberto, orientar o som no exacto sentido oposto ao do utilizador.

Quanto a teclas, interiormente faz-se um aproveitamento muito bom do espaço disponível. A dominar o conjunto existem quinze, em borracha negra, com retroiluminação em tom azulado. Estas incluem, para além das alfanuméricas mais as «*» e «#», três teclas de atalho adicionais (pré-configuradas para acesso aos perfis, menu e media player).

Concomitantemente o telefone dispõe ainda de um jogdial (quatro teclas de direcção mais uma de profundidade), ladeado por outras quatro (estas prateadas): duas para selecção e outras tantas para as funções de retorno e cancelamento.

De lado, à esquerda, duas teclas («+»/«-») controlam o volume, permitindo ainda, quando a câmara está activa, controlar o ajuste do brilho.

Ainda de lado, à direita, existe outro par de teclas: uma para atalho de acesso à câmara (que se pode usar, por exemplo, com o telefone fechado, usando o visor exterior como «mira») e outra para activar o LED tipo flash (composto na realidade não por um mas dois conjuntos de três diodos cada), que assim tanto se pode usar para auxiliar a captura de imagens em ambiente obscurecido como, com infinita utilidade, como mera «lanterna».

As portas para conexão estão concentradas no topo inferior do telefone: seja a ficha mini-USB, seja o encaixe do carregador e ou dos auriculares (para quem não prefira o bluetooth).

Finalmente, a ranhura do cartão de memória (formato Memory Stick Duo) está oculta por detrás da tampa de protecção da bateria que deve ser deslocada para a é-la ter acesso, ao lado do SIM.

De notar que a tampa desliza com facilidade, tendo sido usada uma combinação inteligente de fixação por encaixe lateral com uma mola interna. Temos assim uma tampa fina, de aparência frágil, mas que cumpre bem a sua função.

Redes & Conectividade

Dependendo dos condicionalismos da rede, o V800 é capaz de usufruir da largura de banda acrescida da terceira geração, permitindo, como modem, o acesso à Internet até 384Kb, aproximando-se assim das prestações e do salto de performance que o «cabo» veio comparativamente introduzir no acesso fixo por 56 Kbps.

Na experiência que tivemos oportunidade de levar a cabo, descarregando do Tucows, um ficheiro de elevada dimensão, a promessa foi cumprida e constatámos um débito consistente, em download, de 40 KB/sec. Facto curioso, durante a descarga a velocidade foi progressivamente subindo, atingindo mesmo momentaneamente valores superiores aos 40 KB/sec (aproximadamente 326 Kbps).

A maravilha e as possibilidades abertas são imensas e só não são melhores dado, lamentavelmente, o preço manifestamente elevado cobrado pelo serviço -que não parece venha a atingir valores razoáveis a breve ou mesmo a médio prazo, sobretudo ponderado o passivo dos milhões pagos pelas licenças 3G.

Permitindo naturalmente efectuar vídeochamadas, o V800 dialoga ainda com os demais dispositivos mediante a sua porta de infra-vermelhos (situada num dos vértices inferiores) e a tecnologia sem fios bluetooth. O funcionamento é eficiente (a conectividade é reconhecidamente um dos lados melhores dos modelos SonyEricsson), sendo suportados os serviços da praxe (ver a captura de ecrã), entre os quais salientamos a possibilidade de controlar um computador mediante «human interface device», seja para efeitos de apresentações Power Point seja mesmo usando o telefone como rato.

Software. Multimédia & Personalização

Portal Vodafone Live

A interface do software do telefone é comum a outros SonyEricsson, e pouco variou desde o Z1010. A um menu inicial que agrupa doze grandes itens sob a forma de ícones animados (Jogos, Vodafone Live, Media Player, Câmara, Mensagens, Os meus itens, Gestor Pessoal, Agenda, Favoritos, Conectividade, Chamadas e Definições), em grelha, sucedem menus tabbed que criam subgrupos de funções, facilitando a vida ao utilizador e evitando assim listas excessivamente longas de opções.

Um aspecto que podia ser melhor diz respeito ao facto de o telefone estar dotado de um «Modo Económico» que, uma vez activado, para poupar a bateria, desliga o bluetooth e o irDa, alterando ainda o tema e a luz do visor para um consumo mínimo. A ideia é boa. O problema porém está em que, uma vez inactivado o Modo Económico, o telefone não guarda/restaura as definições anteriores, que se perdem, obrigando a uma reconfiguração manual por parte do utilizador.

O telefone aceita todo o tipo de conteúdos Mobile Fun, podendo-se inclusive aplicar as imagens mal as recebemos, onde quisermos, fundo, arranque, e também no pequeno visor externo, mesmo no caso das imagens em formatos antigos, a preto&branco, conhecidas como legacy.

MMS Studio

Para quem gosta de jogos, o telefone vem com uns tantos, de boa qualidade, podendo subsequentemente descarregar mais do portal Vodafone Live.

O leitor de multimédia incluído lê os formatos vídeo mpeg4 e de som mp3 (que podem ser usados como toque, mas apenas se tiverem a protecção digital do copyright DRM). É possível partilhar por irDa ou bluetooth ficheiros MP3, MIDI, AMR e AWB (ditos true tones). AMR e AWB tocam e podem também ser atribuídos a toques.

De resto, o Media Player permite a criação de playlists e as funções random e repeat.

A adaptação do comportamento e aspecto do telefone ao gosto de cada um pode ser feita por intermédio de diversos instrumentos, desde o controlo por voz (seja para marcação, seja para atendimento de chamada, com a possibilidade de fazer funcionar um sistema de activação por palavra mágica, que pode ser associado a um determinado «perfil») ao comportamento das quatros teclas de atalho que rodeiam o joypad.

CD de instalação

O telefone suporta «temas» (sete incluídos, deveria ser possível descarregar mais, se bem que, ao tentar-mos o acesso em linha somos confrontados com uma mensagem de que «este serviço ainda não se encontra disponível), bem como a personalização individual dos diversos itens (tema de fundo, protector de tela…).

As funções de gestão, para organização do tempo, incluem as aplicações: calendário, tarefas, notas, despertadores, temporizador, cronómetro, gravar memos de voz, calculadora e memorizador de códigos.

Finalmente, relativamente ao software fornecido em CD-rom para o computador, para além da funções de sincronização, destaque-se a possibilidade que a composição de MMS neste através do software MMS Home Studio.

No telefone a composição tanto as MMS como das SMS é assistida por escrita predictiva com sistema de Ajuda.

Fotos & Vídeo

Amostra dos resultados obtidos com a câmara de 1.3 megapíxeis do V800, capaz de uma resolução máxima 1280×960, com possibilidade de aplicação de ajustes, filtros e molduras. Veja ainda os vídeos ao fundo desta página.

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Leg.: Três fotos do mesmo motivo, com diferentes ajustes de brilho (clique sobre as miniaturas para ver no tamanho original)
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Leg.: Mais exemplos de fotos tiradas com o V800 (clique sobre as miniaturas para ver no tamanho original).
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Leg.: Duas fotos panorâmicas, tiradas em dia sem sol (clique sobre as miniaturas para ver no tamanho original) .

Exemplo de um vídeo gravado com o V800 (clique para ver – formato .3gp) >>

Outro vídeo gravado com o V800 (teste da função de zoom) >>

Bateria & Acessórios

Sony Ericsson V800Avaliar a duração da bateria BST-33 900 mAh do V800 não é fácil, o conjunto de variáveis em causa é demasiado extenso para avançar outro valor que não meramente indicativo. Assim, a vídeochamada em 3G, a própria comutação sistemática, em locais de má cobertura, entre o GSM e o UMTS, e funções como a ligação permanente do bluetooth ou do irDa são as definitivamente mais exigentes energeticamente. Usadas intensivamente, não é pessimista acreditar que a bateria não dure mais de um dia ou dois.

De resto, para usos moderados (é possível pura e simplesmente desligar o modo de comutação automática entre redes, optando pela GSM em permanência, por ex.) os valores indicativos fornecidos pelo fabricante são de 90 minutos em vídeochamada e até 10 horas em conversação normal, com tempos de espera máximos entre as 220 e as 240 horas.

Quanto aos acessórios disponíveis o espectro é vasto, desde bases para secretária, a vasto número de auriculares bluetooth, a kits mãos livres, bolsas e, talvez o mais original, pelo puro gozo de desopilar o fígado, a um pequeno carro telecomandado.

Conclusão

Sony Ericsson V800O Sony Ericsson é, dentro dos modelos 3G disponíveis, um das mais ricos em funcionalidade, ainda que com um volume relativamente elevado. O seu entrosamento com os serviços disponibilizado pelo portal Vodafone Live não parece ser, apesar de tudo, a sua mais-valia, residindo esta antes na aliciante da possibilidade de utilização, como modem, para acessos à Internet sem fios em banda larga, até 384 Kbps que, pelo menos nos centros urbanos, melhor cobertos, o operador cumpre (de resto, para acesso directo, como browser, as limitações, de resolução e de memória, inviabilizam a abertura de muitas páginas).

Quem esteja disposto a pagar um pouco mais e dispense a 3G, dando preferência às funções de convergência, talvez prefira optar seja, dentro da mesma marca, pelos modelos da série P ou S, seja, fora dela, pelas soluções mais versáteis impulsionadas pelo sistema operativo Windows Mobile, como por ex. os Qtek.

O melhor dos dois mundos (acesso 3G e smartphones convergentes) parece que ainda está para chegar.