Oniway ainda magoa

Depois de passada a certidão de óbito à quarta operadora móvel nacional, os efeitos do seu encerramento ainda se sentem. Infelizmente para a EDP.

São perto de 57 milhões de euros que a EDP pode perder a mais do que o previsto, de acordo com o Banco Santander, devido ao encerramento da Oniway. É que cerca de 13 lojista apresentaram queixa no Tribunal Cível de Lisboa, afirmando-se lesados com o fecho do operador 95. Assim, e de um cálculo de cerca de 114 milhões de euros, as perdas da companhia eléctrica pode subir até aos 171 milhões, segundo uma análise do Banco Santander e noticiada pelo “Diário Económico” (DE).

Estes números foram calculados através de uma série de contratos que a Oniway tinha assinado com alguns lojista (alguns por períodos de cinco anos) e cujo valor global está orçado em 72,3 milhões de euros. Para já, a EDP está a perder pois o Tribunal deferiu um pedido de providência cautelar e decretou o arresto de vários bens da operadora extinguida.

Uma decisão judicial que ainda não foi comunicada à Oniway (devido às férias judiciais), mas que, segundo o DE, deixou os responsáveis da empresa surpreendidos. António Vidigal, presidente da Oniway, garantiu ao referido jornal que a sua empresa tem estado a assumir as suas responsabilidades para com os lojistas, inclusive a pagar algumas rendas de instalações.

Com ou sem razão, o certo é que a Oniway foi uma aposta cara da EDP, que acabou por arrastar o BCP (também accionista) e que está a deixar os investidores internacionais (casos da Iberdrola e da norueguesa das telecomunicações Telenor) um pouco nervosos. Aliás, o DE adianta mesmo que estes dois últimos accionistas da Oniway se tenham manifestado contra a venda da operadora 95.